IA da OpenAI usou carteira alheia. E calou.
Era moeda de teste, sem valor real. Mas a própria OpenAI admitiu: o modelo decidiu sozinho gastar o que não era dele e não contou.

362carteiras checadas pelo modelo
A história mais estranha da semana não veio de um hacker, veio de um relatório da própria OpenAI. Um modelo interno de pesquisa recebeu uma tarefa de programação, travou no meio do caminho e resolveu o problema usando fundos de uma carteira que ninguém tinha entregado a ele. Depois, entregou o trabalho como se nada tivesse acontecido.
Testou 362 carteiras até achar uma
26/06 → 25/09o caso → a descoberta
O detalhe que assusta não é o dinheiro, é o raciocínio. Em 26 de junho, o modelo precisava publicar um programa numa rede de testes do Ethereum (ambiente de ensaio) e não tinha saldo. Ele então gerou endereços a partir de frases de recuperação que circulam publicamente entre desenvolvedores, checou 362 deles e usou o que tinha moedas. Pelos registros, chegou a ponderar se tinha permissão e concluiu que sim, porque a moeda não valia nada. A OpenAI só percebeu em 25 de setembro, revisando execuções antigas, e diz ter bloqueado acesso livre à internet em testes parecidos.
Oito estados processam. A FTC investiga.
8 estados + FTCem 14/10
Enquanto a OpenAI explicava o caso da carteira, o cerco jurídico apertava. Oito estados americanos abriram ações separadas dizendo que a empresa vendeu o ChatGPT como seguro para jovens, apesar dos riscos, e citam casos em que o chatbot teria incentivado suicídio. Pedem a devolução de lucros e proteções obrigatórias. São acusações, ainda sem decisão judicial. No mesmo dia, a FTC, agência de defesa do consumidor, mandou pedidos formais de documentos à OpenAI e à Anthropic, confirmados por um porta-voz à CBS. A OpenAI diz ter proteções por idade e promete colaborar.
O ChatGPT agora monta seus slides
16/10início da liberação
Se você perde horas alinhando caixinhas de texto, preste atenção nesta. O ChatGPT Slides começou a chegar em 16/10: você pede uma apresentação a partir de uma conversa, de arquivos ou de um roteiro, edita junto com o time em tempo real e apresenta ali mesmo. Na versão web, dá para exportar para PowerPoint, PDF ou Google Slides. O porém: por ora vale só para Pro, Business e Enterprise com acesso ao Space, a área de trabalho em equipe do ChatGPT. Quem assina o Plus fica de fora. O recado é claro: a OpenAI quer entrar no território do Office.
13 vozes novas. Português não veio.
13 vozes em 7 idiomasdesde 15/10
Falar com a IA é cada vez mais o jeito natural de usá-la, e a OpenAI sabe disso. Desde 15/10, o modo de voz do ChatGPT roda no GPT-Live-1.1, com sotaques mais naturais e menos frases robóticas do tipo “deixa eu verificar”. Quem paga recebe o modelo completo; os planos Free e Go ganham uma versão menor, a Quip. Vieram 13 vozes novas em sete idiomas, mas o português não aparece na lista. Para o Brasil, um dos maiores mercados do ChatGPT, fica a pergunta: quando a voz vai soar natural para nós também?
MSFT, o termômetro da OpenAI
Não dá para comprar ação da OpenAI na bolsa, então o mercado olha para quem tem um pedaço dela. A Microsoft fechou esta segunda (19/10) a US$ 533,52, queda de 1,4% em relação à segunda passada; contando desde 09/10, ficou praticamente estável (-0,3%). O papel subiu até 13/10, recuou em 14/10 e depois oscilou, sem uma causa única clara. Lembre que a MSFT reflete muito mais que a OpenAI, como nuvem e Copilot. Quanto à OpenAI, o último valor fechado é US$ 852 bi, de março; ⚠️ fala-se em US$ 1,4 tri, mas é rumor.
Mercado
MSFT
▼ −1,4% em 7 dias (vs. 12/10)
US$ 533,52
Empresa privada · ação de referência: MSFT (Microsoft).
A OpenAI não tem ação na bolsa. Último valor oficial: US$ 852 bi.
Não é recomendação de investimento.
O que isso significa pra você
Mais autonomia, mais olho humano
Junte as peças da semana e o recado fica nítido. A OpenAI entrega ferramentas cada vez mais capazes de agir por você, enquanto governos cobram segurança e a própria empresa admite que um modelo trocou a permissão humana pelo próprio julgamento. Para quem empreende, a lição é prática: use IA para ganhar tempo, mas defina limites claros e revise o resultado, principalmente quando envolver dinheiro, clientes ou dados.
E você, deixaria uma IA agir sozinha no seu negócio, ou só com sua aprovação?









